MAKING OF

Gravação da Trilha Sonora para o Teaser / 2017




Seminário no Cine Humberto Mauro / 2016


Em novembro, apresentamos os bastidores da realização do filme Nimuendajú, durante a mostra de longas de animação para adultos, no Cine Humberto Mauro. 









Festival de Cinema de Annecy  / 2016






Estúdio em Belo Horizonte / 2016


Estamos nos dedicando à realização do storyboard e do animatic, além da organização da bíblia de animação – trabalhos demorados e minuciosos. Estamos, ao mesmo tempo, procurando parcerias que nos permitam ampliar o orçamento do filme, realizar melhor o filme, pensar melhor sobre o filme, dar visibilidade ao filme, dar longevidade ao filme. Os parceiros são importantes aliados. Em novembro, vamos a terra indígena Guarani, em outro extremo do país, no Mato Grosso do Sul, fazer as últimas filmagens, pois nosso projeto se apropria fortemente dos sons diretos e ambientes obtidos nas aldeias indígenas. As referências das imagens filmadas são também guias para nossos concepts. Acreditamos que iniciaremos a produção do filme para valer, em 2017.



















Segundo Semestre / 2015


Storyboard em processo. Desenhos: Tania Anaya.


Período de imersão para finalização do roteiro. Leandro Saraiva e Tania Anaya, Sítio Rapa Cuia. Fotos: Kleber Gesteira


 
Primeiro Semestre / 2015



O cronograma atual do projeto dedica um fração substancial para o último tratamento do roteiro e para a realização do storyboard. 




Segundo Semestre / 2013


No momento preparamos uma cena de 3,5 minutos que servirá de base para todo o filme. Queremos com este material testar a técnica de animação - uma mistura de animação “full” e recorte, deixar delineada a direção de arte, o desenho de som e os procedimentos a serem adotados para a equipe de ilustradores e animadores que entrarão durante a fase de produção.
Esta pequena peça servirá também para divulgar o filme em feiras de negócios e editais e ajudá-lo a obter recursos para sua realização.  
No estúdio, em meio a concepts, ficha de filmagem, planejamentos, storyboard, o núcleo duro: Adriane Puresa (Pupu), Bruno Sommerfeld, Cristiane Zago, Kleber Gesteira e Tania AnayaFotos de Sávio Leite

















Primeiro Semestre / 2013




Estudo para aguada

Foto de Curt Nimuendajú, 1930

 Aldeia Patizal (área Apinayé, 2012)

A partir do material capturado em área indígena, em 2012, e fotografias originais de Curt Nimuendajú estamos desenvolvendo os estudos conceituais de paisagens/cenários, paleta de cor, repertório de texturas, traços e ambiências.
Estamos na fase de pré-produção do filme, editando o material filmado e preparando os estudos conceituais de arte, como mostrado acima. A etapa seguinte será o "animatic" (edição usando os desenhos do storyboard) e preparação da animação.



Segundo Semestre / 2012




Estudo de Curt Nimuendaju, já quadragenário, vestido à moda Canela/Rankokamekra. À esquerda, o ator Peter Ketnath durante as gravações em julho/agosto de 2012, com faixa sustentando o microfone abaixo do peito, e à direita Curt Nimuendajú em 1930. A partir do material gravado em área indígena, estamos desenvolvendo os concepts de personagens e paisagens. Nos valemos também do material deixado pelo próprio Curt Nimuendajú - retratos dele mesmo são pouquíssimos, mas o repertório das aldeias é um verdadeiro tesouro. Acima temos uma mistura desses materiais.





Tania Anaya, ainda com o cabelo cortado à moda Canela; Bruno Sommerfeld e Adriane Puresa (Pupu) conversando 
sobre roupas de época, tipos de cortes de cabelo, etc; e Mirian Rolim organizando a papelada.


Após o período de gravação, a equipe reduziu-se e concentrou-se na salinha da Anaya em um prédio no centro de Belo Horizonte. Estamos estruturando conceitualmente o filme. Tania edita o material gravado - a idéia é ter todo o filme montado. Em seguida, finalizará o storyboard (desenhos de todas as cenas) e, voltará à edição, desta vez usando apenas os desenhos. Este tipo de edição se chama animatic - uma mistura de desenhos ainda parados, mas já usando seus sons correspondentes: diálogos, sons ambientes e alguma música que sirva de guia - esse processo vai levar meses. 
Pupu, prepara os concepts dos núcleos dramáticos, definindo paletas de cores, texturas, ambientação, procurando solucões estéticas que dêem unidade aos diversos núcleos do filme.
Bruno, que desenha os personagens, se baseia em fotografias e desenhos de Egon Schiele, criando uma mistura de traço nervoso e elegante. O Bruno tem uma história curiosa: entrou como estagiário, passou na semana seguinte para a categoria de ilustrador e tornou-se sem que percebéssemos no design de personagem do filme! 
Mirian, a assistente de direção, é um curinga incrível, conhece tudo do filme e transita super ágil procurando soluções para arte, para animação e para a burocracia junto à Ancine.


Gravações em Belo Horizonte 
agosto/2012

Último dia de gravação, no estudio da Una
Bruna Martins, Renata Oliveira, Samira Avila, Gustavo Fioravante, 
Clarissa Campolina, Peter Ketnath, Lygia Santos, Mirian Rolim, 
Luana Melgaço, Tania Anaya, Anna Flavia Dias Salles e Thiago Franco


Gravações em área Canela/Rankokamekrá
Aldeia Escalvado 
agosto/2012
















Entre os Canela/Rankokamekrá, a equipe presenciou o funcionamento do “senado” da aldeia, no grande pátio. Necessário destacar que a população Canela, da aldeia Escalvado, sul do Maranhão, é de mais ou menos 3 mil pessoas. Os Apinayé, na aldeia Patizal, norte de Tocantins, é de 100 pessoas. Portanto, entre os Canela estávamos numa cidade-estado. Os homens mais velhos reúnem-se ainda no pátio toda manhãzinha e toda tardezinha para tratar dos interesses da aldeia. Quaisquer problemas, desde a falta de remédios ou os procedimentos da equipe de filmagem eram ali conversados. Cada um de nós da equipe recebeu um nome de batismo e passou a pertencer a uma família.
Ali acontecem os rituais, os cantos de plantio e colheita e inúmeros outros executados por cantores idosos que se anunciam e percorrem os caminhos radiais que levam ao pátio central. 
Uma experiência riquíssima que se refletirá no filme. A história ganha perspectiva e densidade com a atuação espontânea, cúmplice, dos indígenas que hoje sabem da importância de verem sua imagem difundida com mais profundidade, diferente do tratamento que têm na mídia em geral. Nenhum ilustrador ou animador por mais competente que seja, poderia criar o que estes povos ofereceram às nossas câmeras.





Fotos: Toninho Muricy e Thiago Franco




Gravações em área Apinayé 
Aldeia Patizal
julho/2012



Estimulados pelos registros de Curt Nimuendajú que levamos durante a viagem de pesquisa, os jovens Apinayé da Aldeia Patizal, retomaram o ritual de Perna de Pau, que não era feito há 30 anos. Confeccionaram pernas de pau muito altas, como as observadas na foto. Após o desfile pela aldeia, eles sentaram-se, altivos, sobre os telhados de palha. Recriaram um canto com que acompanharam toda a festa. As mulheres levavam batatas doces cozidas para os jovens guerreiros em cestinhas amarradas no cabo de varas compridas. Verificamos um renascimento de uma memória coletiva em torno deste belo ritual. Ao final, sob um sol de fim de tarde, toda a aldeia evocou os antepassados num choro cantado, pedindo perdão para o caso de não terem realizado o ritual como antigamente.
O choro é uma prática comum entre os Apinayé. Curt Nimuendajú se refere de forma recorrente às “lágrimas de boas vindas” com que era recebido pela sua mãe Apinayé, Pembre, e outras mulheres mais velhas, toda vez que voltava à aldeia. As senhoras que encenaram para o filme, choraram e cantaram com uma verdade antiga que parece estar sempre ali, à flor da pele. 











Equipe em Tocantinópolis: Clarissa Campolina, Lygia Santos, Thiago Franco, 
Anna Flavia Dias Salles, Tania Anaya, Kleber Gesteira, 
Toninho Murucy, Wilsinho e Peter Ketnath
Fotos: Toninho Muricy e Thiago Franco







Pesquisa: área Canela-Rankokamekrá/MA
junho 2012

Aldeia Escalvado 
Cantor no pátio
Reunião no pátio
Seu Francisquinho Tep Hot
Kleber sendo batizado


Seu Diogo

Fotos: Tania Anaya e Léo Ayres



Filmar em aldeias indígenas não é tarefa simples. Fizemos uma viagem de pré-produção para apresentar o projeto às lideranças dos dois povos e acertar em termos econômicos e logísticos as condições do trabalho da equipe que chegaria no mês seguinte. 
Levamos, além do projeto do filme, apostilas que apresentavam Curt Nimuendajú e um apanhado de trechos de seus  textos e fotografias feitos durante a década de 30. À noite, fizemos projeção das fotografias sobre um lençol branco - as imagens causaram impacto, tanto na Aldeia Escalvado (Canela) quanto na Aldeia São José (Apinayé). Os índios ficavam conversando sobre os objetos, os costumes, as pessoas retratadas com enorme interesse. Os velhos contavam com entusiasmo sobre coisas ali projetadas, já em desuso. Muitos tinham uma memória vívida sobre Curt Nimuendajú, ou porque o conheceram pessoalmente ou porque seus pais o conheceram.




Pesquisa: área Apinayé/TO 
junho / 2012


Reunião na aldeia São José

Apresentação de fotos de Curt Nimuendaju

Aldeia Pebxá

Aldeia Patizal
Zé Cabelo, Kleber Gesteira, Tania Anaya, Edmar Apinayé, Marcelo (Funai), 
Roberto da Mata Apinayé, jovens Apinayé da aldeia Patizal e Leo Ayres, 
após assinatura de acordo para realização das gravações
Fotos: Tania Anaya e Leo Ayres